Municipalização da STCP<br>não serve a empresa e a região

A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP emitiu um comunicado no dia 5, através do seu Gabinete de Imprensa, acerca do novo modelo de gestão da STCP (empresa de transportes colectivos rodoviários do Porto), nomeadamente os contratos de delegação de competências entre o Estado e a Autoridade Metropolitana do Porto e desta com os municípios do Porto, Vila Nova de Gaia, Maia, Gondomar, Matosinhos e Valongo. Lembrando a história da empresa, que já esteve à beira da privatização e que hoje se encontra a caminho da «municipalização», o Partido garante que da mesma forma que foi possível travar a sua venda a privados também será alcançada a reversão do processo em curso, que, realça, não serve nem a empresa nem a região.

Para o PCP, opções de governos anteriores fragilizaram a empresa, que tem hoje um número insuficiente de veículos no terreno, com deficiente manutenção, carreiras menos frequentes e um número insuficiente de trabalhadores. Atendendo à gravidade da situação, é evidente para o Partido que a «municipalização» não resolverá os problemas e que os objectivos anunciados pelo Governo constituem um «discurso vazio que visa ocultar as reais consequências de um processo que conduzirá a STCP num sentido diferente do necessário».

A análise dos documentos que estiveram em discussão nos municípios acrescenta novos «elementos de peso» à crítica ao processo de municipalização: a desresponsabilização da administração central pela empresa fica plenamente confirmada e os municípios poderão contratar privados para substituir carreiras da STCP. «O Governo demite-se, portanto, de quase todas as responsabilidades, permitindo que a AMP possa alterar o serviço público como melhor entender.»




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